Sunday, March 17, 2019

Ativos Inativos

Entender Flamengo é para poucos...
Mais uma crônica dificílima de se escrever.
Vamos precisar, também, do esforço de quem está lendo...
mas vamos tentar.
Ontem, contra o Volta Redonda, tivemos uma atuação espetacular.
Nossa garotada é talentosíssima.
Todos estarão na Seleção Brasileira em pouco tempo. Talvez na próxima Copa do Mundo.
Gabriel Batista é um goleiraço.
Hugo Moura é zagueiraço.
Ronaldo será o melhor volante do Brasil.
Lucas Silva é o novo Zico.
E Gabigol, na verdade, é o Vitor Gabriel.
Sabem porque estou delirando?
Estamos vivendo o melhor momento do futebol rubro-negro da história recente do clube.
Devemos anunciar, nessa semana, um ótimo patrocínio master.
Ainda vamos contratar mais craques internacionais.
Somos favoritos na Libertadores.
Temos muita chance de ganhar o Brasileiro e a Copa do Brasil.
O Cariocão é obrigação...
Só que nosso orçamento anual contempla a venda de, pelo menos, 2 jogadores.
Outros clubes investem na compra de jogadores baratos... para venderem com grande lucro.
No Flamengo, não.
Nossos ativos são os meninos da base.
Viram só?
Eles são ativos!
Então, estou fazendo minha parte.
Quem sabe se algum mega empresário europeu não lê a minha crônica?
Só tem uma coisa...
Acho que, ontem, o Abel inverteu a ordem das coisas.
A meninada necessita de uma espinha dorsal experiente..
Tipo um goleiro, um zagueiro, um volante, um meia e um atacante cascudos. Para impor o ritmo.
Ele desfigurou o Flamengo.
Nosso setor de criação não era ativo.
Quem se valorizou foi o Volta Redonda, brilhantemente dirigido pelo meu amigo Toninho Andrade (outro protagonista na nossa história de sucesso no Macaé Esporte).
É capaz do Voltaço negociar, hoje, uns 3 ativos para o exterior.
Será que o Abel não viu, contra o Vasco, que a formação com Thuler, Hugo Moura e Piris da Motta leva sufoco no jogo aéreo?
Custava escalar o Arão... para neutralizar tudo isso?
Será que o Abel não sabia que um ataque com Uribe e Vitor Gabriel não realiza as letais diagonais... que estão encantando a Nação Rubro-Negra?
O Flamengo realizou 12 cruzamentos no primeiro tempo... e 2 chutes a gol.
Será que não foi porque os laterais (Rodinei e Trauco) eram muito mais acionados do que o meio de criação.
O Ronaldo fêz sua pior atuação com a camisa do Flamengo. O Lucas Silva não sabia nem aonde se posicionar.
O Diego provou, mais uma vez, que no novo DNA rubro-negro (não faltou garra em ninguém), é craque internacional.
E uma grande liderança no plantel.
O jogo foi outro depois da sua entrada.
Custava ter levado o Everton Ribeiro para o jogo?
Isso garantiria enormes elogios aos garotos escalados.
Repito...
Não se pode ter uma espinha dorsal inexperiente.
Tem que dosar.
Do jeito que foi... só foi bom para poucos...
e esses poucos moram em Volta Redonda.

Foto: com Toninho Andrade.


Thursday, March 14, 2019

Fora, Abel!

A manchete de O Globo de hoje foi: "O Melhor Flamengo de 2019 se exibe".
Não sei não... penso que poderia ser "O Melhor Flamengo dos últimos anos se exibe".
Mas tá bom! Ainda tem muito para melhorar.
Ontem, foi um dia histórico para esse cronista. Acho que nunca me diverti tanto num jogo de futebol. Incorporei a Fla-Mureta, atrás do banco da LDU, e compartilhei muita adrenalina com flamenguistas maravilhosos. Até o Anjinho estava diabólico.
Venho enaltecendo, com veemência, que o Flamengo administrado por quem entende de futebol é imbatível. Entra como favorito em qualquer competição que disputar.
Futebol é sinônimo de comando.
De comprometimento.
De desafio.
Mas o nome do nosso blog é "Para Quem Entende de Flamengo".
O futebol do Flamengo é completamente diferente do futebol dos outros clubes.
Temos uma Nação alucinada, interativa, apaixonada... nem um pouco equilibrada.
E é esse desequilíbrio que constrói o maior desafio do plantel.
Por isso a importância de um técnico cascudo, corajoso, que não se importa com qualquer tipo de pressão.
E de dirigentes que ofereçam as ferramentas necessárias para ele trabalhar.
Landim (presidente), Wallim (finaceiro), Bap (mentor), Marcos Bráz (vp boleiro), Pelaipe (executivo cascudo), Noval (sendo preparado para vôos maiores) e, agora, o Cacau Cotta. Isso é uma Seleção. Conheço o Cacau e tenho certeza que ele já está agregando valores. A mudança do jogo contra o Madureira para o Maracanã foi um gol de placa. Afinal de contas, o Vasco teve que jogar em Conselheiro Galvão, num sol de quase 50 graus. O Flamengo tem que voltar a ter protagonismo nos bastidores.
Voltando às 4 linhas...
Entenderam, agora, que não tem essa de lado certo para atacante jogar?
Everton Ribeiro, Diego, Bruno Henrique, e até o Gabigol trocam de lado com muita frequência. E muita velocidade. E muita objetividade. Isso é letal.
O Gabigol segue perdendo gols inacreditáveis. Só que ele é, hoje, o caráter do time. A cara da equipe. Com ele em campo, as oportunidades reais de gol se multiplicam.
Quem acompanha nossas crônicas lembra que defendi que o Uribe participou de todos os gols da pré-temporada. Só que ele não lateraliza. Com o Gabigol, o desenho fica infinitamente melhor.
Outra coisa, contra o Vasco sofremos no jogo aéreo.
Ontem, o Arão ganhou todas as bolas aéreas. Inclusive uma quase impossível que resultou no terceiro gol. Entenderam agora a dificuldade de se aproveitar o Diego como segundo volante?
O sistema tático beirou a perfeição.
Trocas de passes firmes até o adversário permitir uma brecha para a bola ser espetada aos atacantes. Todos os jogadores da frente, sem bola, se deslocando em diagonal. Lindo!
Nossos laterais jogaram demais. O Renê superou seus limites.
Que alegria ver o Maracanã cantando "PQP, Diego Alves é o melhor goleiro do Brasil". O maior pegador de pênaltis do futebol mundial é nosso!
Temos plantel.
Nossa torcida desaprendeu isso.
A temporada é dura. Tem contusões e convocações.
Arrascaeta ainda será titular, protagonista e decisivo com nossa camisa. Vitinho também. Tudo tem sua hora.
O importante é continuarmos insatisfeitos. Seguir cobrando. Manter a paixão irracional.
O desafio não pode diminuir.
Não podemos continuar chegando atrasados dentro da nossa própria área oferecendo pênaltis aos adversários.
A resistência deve continuar a cumprir seu papel. Fora do Poder, vocês estão sendo bem mais úteis do que nos 6 anos que lá estiveram. Sigam espetando.
Hoje estou tão feliz que vou dar uma força para vocês:
"Fora, Abel!"



Sunday, March 10, 2019

Defensores Afobados ou Árbitro Desatualizado?

A crônica de hoje não é nada fácil de escrever, mas não custa tentar.
Tenho defendido, nesse espaço, que o Flamengo está estruturando um plantel multi-campeão.
O Abel Braga é cascudo e um baita gestor de pessoas. Ele vai personalizar o elenco e conseguirá extrair o máximo do potencial de cada personagem rubro-negro. Do motorista ao presidente.
Na diretoria, muita gente boleira. Era isso que faltava no Flamengo.
Ontem, um jogo atípico.
O Flamengo atuou na altitude com muita intensidade e teve uma noite mal dormida. Os craques rubro-negros chegaram nas suas casas após as 6 horas da manhã após passar muito tempo sentados num avião depois uma vitória repleta de adrenalina. Isso desgasta demais. A fisiologia explica.
Não é nem só questão de cansaço, que se supera com motivação. É coisa de contusão mesmo. Estiramentos, cãimbras, etc.
Então, ontem, num jogo contra um Vasco muito bem conduzido pelo Valentim (muito bom técnico para times médios), o Abel decidiu poupar quem precisava ser poupado. Afinal de contas, tem um jogo fundamental contra a LDU na próxima quarta-feira.
O grande problema foi a zaga rubro-negra. Thuler e Hugo Moura (que é volante de origem, mas que o Abel já vem adaptando na zaga) foram afobados demais.
No nível Flamengo, é proibitivo cometer faltas em adversários que estão de costas para o gol e não representam perigo. Os dois jovens e o Piris da Motta cometeram várias faltas dessa forma..
Nossa sorte é que o César teve uma atuação perfeita. Temos vários goleiraços (não esquecer que o Thiago, terceiro goleiro, também agarra muito).
No lance do pênalti, a bola era toda do César, que saiu com autoridade do gol.
Nossos defensores provocaram contatos com vascaínos inofensivos. Aí entra a polêmica.
Mestre Abel disse na coletiva pós jogo, que nada disso era para ser apitado. Que na arbitragem de alto nível, só se apita contatos se eles forem suficientes para derrubar um oponente. Que na Libertadores, jamais apitarão esse tipo de falta.
É lógico que a tecnologia introduziu a falta da televisão. Uma câmera indiscreta sempre pega um toque do defensor em qualquer tipo de lance.
Afinal, é jogo de contato.
Imaginem no basquete. Dez jogadores em quadra (5 para cada lado), pesando mais de 100 quilos cada um. Tem hora que tem mais de uma tonelada de homens dentro de garrafão. Como não haver contatos?
Tem que haver critérios para definir os que são faltosos.
Falta é quando se leva vantagem através do toque ilícito.
Ontem, o Wágner Nascimento optou por apitar faltas nesses contatos. Tenho um ótimo conceito sobre esse árbitro e não o culpo por ter dado o pênalti. O atacante do Vasco estava na direção do gol e nosso zagueiro colocou a mão no seu ombro.
Mas também concordo com o Abel que esse toque deve ser desprezado porque não foi suficiente para derrubar ninguém.
Sei lá. Difícil.
Só sei que vou morrer sem entender a susbstituição do Everton Ribeiro pelo Klebinho. Ficamos com 2 laterais direitos jogando na mesma região do campo. Será que o Léo Duarte não funcionaria melhor?
Mas tenho que reconhecer que liberou o Rodinei para perder um dos gols mais fáceis da história do Flamengo, apesar que também tenho que enaltecer o pique dado pelo Danilo Barcelos, aos 90 mimutos de jogo, com uma derrota iminente nas costas. Nosso lateral tocou para dentro sem perceber que vinha um 'maluco' acelerado na recuperação vascaína.
Paciência.
Repito que esse jogo não valia nada. A Taça Rio não vale nada nem para o Campeonato Carioca.
Esbanjamos atitude, raça, coragem. O Everton Ribeiro fez uma atuação de gala. O Arrascaeta não está nem perto da sua melhor forma, independente do lugar aonde for escalado.
O Flamengo quer ser campeão carioca, brasileiro, da Copa do Brasil e da Libertadores. Sem falar do Mundial.
Ontem, ficou evidenciado que ainda são necessários alguns reforços.
Como a Abel está trabalhando para personalizar todos os talentos que estão a sua disposição, não serei eu, torcedor, que vou atrapalhar.
Mas que existem algumas heranças que não poderiam estar vestindo a camisa do Flamengo, existem.

Foto: Alexandre Vidal


Wednesday, March 6, 2019

Cascudos na Altitude

A vitória de ontem lavou a alma. Nem tanto por uma exibição de gala, mas pelo comprometimento total. Pela superação.
Um técnico cascudo é, acima de qualquer coisa, um gestor de pessoas. Todos trabalham em função dele.
Ando enojado com a Resistência Rubro-Negra. Tipo outra resistência que andamos vendo por aí.
Acabei de ver na ESPN que os gols do Flamengo são fruto do entrosamento que o Gabigol tinha com o Bruno Henrique no Santos. Então vai uma 'informação': Eles pouco jogaram juntos no clupe paulista.
Gosto demais do Sampaoli, mas queria ver ele resistir no Flamengo ao ser goleado por 5 x 1 para o Ituano... e ser eliminado, em casa, na Sul-Americana.
Os problemas do Flamengo são pontuais.
Ontem, o Arrascaeta comprometeu mais uma vez. Ele não recompunha.
No início do jogo, na direita, o Pará ficou exposto contra 2 adversários velozes. O Abel inverteu. O Bruno Henrique veio para a direita e o Pará cresceu. Só que o Renê passou a ter o mesmo problema.
A entrada do Everton Ribeiro equilibrou o time. Para mim, o jogador mais importante na brilhante vitória.
Ontem, mais uma vez, o Diego Alves comprovou ser um dos melhores goleiros do futebol internacional. Sua atuação começou na preleção. Uma atitude perfeita.
Rodrigo Caio e Léo Duarte foram perfeitos. Já escrevi aqui que o Rodrigo Caio é zagueiro de Seleção Brasileira. Mas não se enganem. O Rhodolfo também joga muito.
Entendam uma coisa: a temporada começou ontem. E um técnico cascudo inicia seu trabalho com os jogadores mais caros do elenco. É assim que tem que ser.
Desde que derrotamos o Ajax (péra aí! o Ajax é aquele mesmo que deu um banho, ontem, no Real Madrid?) que o Abel vem desenvolvendo, com competência, as opções do elenco.
Sábado, enfrentaremos o Vasco pela Taça Rio, que não vale nada nem para o Campeonato Carioca.
Será que devemos expor atletas que se submeteram a um esforço ultra-humano na altitude?
Só um técnico cascudo sabe responder.
Só sei que meu ingresso contra a LDU já está comprado.
Contra o Vasco será um jogo regenerativo. Só que o plantel está tão bem preparado que acredito em vitória. Assim como acredito que vamos conquistar muito nessa temporada cascuda.


Friday, February 15, 2019

Fla perde para a volúpia do Flu. A campanha da Libertadores agradece

O FLAMENGO AINDA ESTÁ EM PRÉ-TEMPORADA...
A TAÇA GUANABARA NÃO VALE NEM PARA O CAMPEONATO CARIOCA...

Dito isso, sei que milito num esporte aonde todos se consideram analistas técnicos extremamente capacitados.
No Flamengo, então...
Só que essa paixão insana é o que move a maior torcida do Brasil. Isso tem que ser preservado. Defendo o direito de todos falarem o que quiserem... o quanto quiserem.
Navego em muitos grupos nas redes sociais.
Ontem, saí de um...
Estavam contestando até a missa de sétimo dia. Falavam, também, que o Flamengo não poderia realizar a homenagem no Maracanã aos meninos do Ninho. É cada barbaridade...
Tudo tem limite. E meu limite serve para mim.
Gosto demais do Dorival, mas o Flamengo agora é do Abel. E ele é cascudo!
Aliás, tem gente achando que ser cascudo é dar porrada nos outros.
Ser cascudo é não se importar com choros e lamentações. É fazer o que tem que ser feito. Doa a quem doer.
Existem duas formas de dirigir uma equipe no esporte coletivo:
1- pensando somente na partida (em caso de jogos decisivos)
2- pensando na sequência da temporada.
Ontem, tecnicamente falando, não se poderia barrar o Uribe, que foi protagonista em muitos gols na pré-temporada. Mas o Abel já tinha o Arrascaeta no banco. O Gabigol, também de fora, seria demais para um time que está apenas começando seu trabalho.
Eu sabia que o jogo de ontem era de alto risco. Escrevi uma crônica após a goleada do Fluminense sobre o Americano e disse que estava impressionado com a volúpia tricolor.
Ontem, o cochilo do Arrascaeta foi fatal.
Existem erros... e erros. Qualquer meia da base sabe que não pode perder bola na intermediária defensiva. Fazer o que?
Um erro que o Abel cometeu foi quando declarou que o seu grupo na Taça Guanabara era mais forte do que o outro. Jamais concordei com isso.
Só sei que Fluminense e Vasco, do outro grupo, vão decidir o torneio.
Taça Guanabara a parte, foi até bom. Dá para treinar uns 10 dias. A campanha da Libertadores agradece.
Só penso que devem sair do Ninho. Não gostei de terem treinado lá. Futebol é alegria. E não considero possível manter o alto astral naquele espaço por um bom tempo.


Wednesday, December 12, 2018

O Dia em queTudo Mudou


Após as eleições de 2012, quando elegeram Eduardo Bandeira de Melo e o Só Fla, assumi uma postura de repúdio e oposição contra um grupo de quis determinar que o Flamengo só seria respeitado a partir daquela data, e disseminou ódio nas entranhas do clube.

Pessoalmente, por ser oriundo do esporte olímpico, jamais aceitei a forma como meu ex-atleta, Alexandre Póvoa, conduziu um departamento aonde ele deveria ter outro tipo de visão.

Em 2015, o Cacau Cotta me convidou para integrar a URN e não relutei. Nessa ocasião, inclusive, estreitei laços de afeto com o grupo Fla-Tradição, que apoiava a luta.

Em 2018, enquanto ainda aguardava a definição da URN, tive o convite do Fla-Tradição para me incorporar na candidatura Marcelo Vargas. Topei de pronto.

Gratidão eterna por ter meu nome amplamente associado ao futebol do Flamengo, sempre aliado à competência e lisura. Grato também por poder conviver com pessoas do naipe de Mauro Serra, Thomé, Paulo Gomes, Luiz Antônio e do próprio Vargas.

Grato ao Capitão Léo, meu amigo, que tanto respeito e torço para que a história faça justiça.
Ontem, fechamos um ciclo.

Bandeira, Póvoa e o Só Fla saíram do Flamengo pela porta dos fundos. Isso não tem preço.
Só que a vida não para. Novo ciclo se inicia. E não sou mais oposição. Meus inimigos não estão mais no poder.

Agradeço ao PC Ribeiro por ter tido a grandeza de colaborar com a exclusão do Só Fla, que teria poderosas ferramentas se vencesse ontem. Ainda bem que a aliança do Vargas com o Lysias não se concretizou (queriam que o PC fosse vice do Lysias).

Torço para que o PC tenha habilidade para compor a mesa diretora do Conselho Deliberativo da forma que precisamos. Rezo para que a relatoria da Comissão de Estatuto consiga expurgar o tal parágrafo que permite a exclusão de associados somente pelas suas opiniões. Torço pela anistia dos injustiçados.

No episódio da coligação com o Antônio Alcides, nosso Marcelo Vargas ficou preocupado em expor sua resistência. Pensou em, numa só tacada, mostrar ao mundo seu viés de resistência petista. E aproveitou para tentar se livrar de uma imagem de algum tipo de dependência ao Capitão Léo, que tanto atrapalha seus planos dentro do Flamengo. Sua doce assessora de imprensa andou disseminando pérolas agressivas. Não era necessário.

Eu mesmo atesto. Fizemos essa coligação CONTRA a vontade do Vargas e do Gonçalo. Eles são da resistência petista. Petista? Péra aí. O Gonçalo é Bolsonaro. Então não é resistência petista. É resistência fascista. Não entendo mais nada. Acho que é resistência petista fascista. Existe isso?
Só sei que sou resistência contra a resistência. Apesar de defender a liberdade ideológica. Sem resistência. Muito confuso.

Só sei que estou aplaudindo o discurso e as atitudes do Landim. Ele já é um estadista. O Flamengo merece.

Só sei que estou aplaudindo o Bap, que montou uma máquina de moer sóflas. E não irá querer sair do clube como o Bandeira. Ninguém poderá negar o passado novamente.

Só sei que estou reverenciando o Alcides, que se comprometeu com o PC mesmo que ele não retirasse sua candidatura. Ele gosta de whisky como meu pai. Quem sabe se não montamos uma Comissão de Whisky? Nessa quero ser relator.

Então... me despeço do Fla-Tradição agradecendo todo o carinho recebido. Agradeço ao Xerém, que tem muito mais lucidez do que as pessoas conseguem perceber. Agradeço ao Felipe Serra, que tem um potencial extraordinário. Agradeço ao Mazola, que é uma pessoa de um naipe invejável.

Agradeço geral. O grupo tem um viés popular. Só alerto que não se mistura política com folclore. Essa combinação é destrutiva.

Até breve. Sempre estaremos nas redes sociais, na Gávea e no Maracanã. Flamengo acima de tudo e de todas as prováveis ambições pessoais.



Sem Resistência

Fui oposição no Flamengo por 6 anos. Jamais aceitei a forma como trataram a Patrícia Amorim que os azuis tomaram o poder. Lutei bravamente contra a cultura de que o Flamengo teria sido fundado em 2013.

Estou na Calçada da Fama, Galeria Grandes Mestres, e fico magoado sempre que entro no clube e identifico os maus tratos que esses nomes recebem.

Aliás, o único pedido que faço para a nova gestão é que revitalizam aquele espaço na entrada da sede.

Lutei contra o ódio do Só Fla e a pequenez do Bandeira. Não aceito o que o Póvoa fez ao esporte olímpico do clube. Logo ele, que é fruto da grandeza do passado.

Alinhei com a URN, do Cacau Cotta, somente por ideologia de oposição. Vencemos os debates.

Nessa eleição, colaborei com o Marcelo Vargas, que também possuiu um discurso que ganhou respeito nas entrevistas.

O recado sempre foi mais importante do que os votos.

Só que, no sábado, tudo mudou.

O discurso da vitória mexeu demais comigo. Ver a Patrícia emocionada, a torcida cantando "Ah! É Márcio Braga", o Landim abraçando cada rosa sobrevivente e, principalmente, todos vestindo uma camisa com a frase "O Flamengo fundado em 1895 venceu essa eleição" mudou meu coração.

Ver o nome de todos os presidentes, inclusive o Bandeira, na camisa, foi algo inimaginável. Lavou minha alma.

Ontem, houve a eleição para o Conselho Deliberativo. Nosso candidato era o PC Ribeiro. Todos o respeitam demais. Ele teria, pessoalmente, uma quantidade significativa de votos.

Quando o Marcelo Vargas tentou uma composição com o Lysias (o PC seria vice), fui totalmente contrário. O PC merecia concorrer com seu nome.

Segunda-feira, após uma eleição presidencial aonde a Chapa Branca obteve uma votação pífia, o Alcides convidou o PC para ser seu Secretário e relatar a Comissão de Estatuto. Nos reunimos na Fiorentina, no Leme, e decidimos aceitar essa coligação. Não queríamos ajudar numa eventual ressureição rosa, nem atrapalhar o momento de coalisão do clube.

O PC Ribeiro ficou feliz. Os demais integrantes do grupo também. Menos um.

O Marcelo Vargas, talvez por ser petista, ficou furioso. Ele quer ser resistência...

Esses meninos vermelhos me dão trabalho. Ele colocou sua doce assessora de imprensa na tarefa de demonstrar seu repúdio contra quem traiu sua ideologia. Fui chamado de traidor.

Como assim? o primeiro traidor da história que fica ao lado do seu candidato até o último momento...

Então, para encerrar essa crônica... e essa história, vamos deixar bem claro. Não sou oposição. Pelo contrário. Sem o Só Fla, volto para a Gávea. Volto para o Maracanã. Viro Sócio-Torcedor.

Aplaudo o Bap por ter montado essa máquina de triturar que devolveu dignidade o Flamengo. Reverencio o Landim por tudo que já está fazendo.

Quando à resistência petista... até respeito, mas deixo para os bobinhos de plantão.